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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Inventores que foram mortos por suas próprias invenções


Os inventores passam anos de sua vida em suas invenções, para deixá-las impecáveis e poder revelar ao mundo o fruto do seu trabalho. Muitos deles passam a vida no anonimato, mas também existem aqueles cujas invenções não só atrairam a atenção da humanidade, mas também (de alguma forma) causaram a morte de seu inventor.

1 - Frantz Reichelt (o alfaiate voador)
Frantz Reichelt (Fonte: filhotedepombo)

Frantz Reichelt (falecido em 4 de Fevereiro de 1912), foi um alfaiate e inventor austríaco, famoso por ter sua morte acidental registrada em filme. Conhecido como "o alfaiate voador", Frantz Reichelt criou um traje para voar ou flutuar levemente até o solo, como o moderno pára-quedas. Para demonstrar sua invenção, ele pulou do primeiro pavimento da Torre Eiffel, na época a estrutura mais alta do mundo, de uma altura de 60 metros. Apesar do fato de que ela foi planejada para usar um boneco, no último minuto, ele decidiu testar a sua invenção de forma independente. A invenção falhou e Reichelt caiu para sua morte. Registrada pelas câmeras da imprensa reunida, a queda abriu um considerável buraco no solo, mas não foi a causa mortis do alfaite: a autópsia do corpo mostrou que ele sofreu um ataque cardíaco, morrendo antes mesmo de tocar no solo. Há um vídeo da sua morte o salto de 90 metros:

2 - Max Valle (Motor de foguete)
 
Max Valle (Fonte: filhotedepombo)
 

Max Valle (1895-1930) estava na vanguarda da ciência de foguetes na Alemanha e foi um membro fundador da «Verein für Raumschiffahrt» (Sociedade de Vôo Espacial) - muitos dos membros dessa sociedade foram responsáveis pelo sucesso de programas espaciais do século 20.
Na década de 1930, a sociedade trabalhou com os foguetes de combustível líquido, e Valle estava preparando para fazer o test-drive do primeiro carro com o motor de foguete. Infelizmente, este tipo de motor o destruiu: um mês depois, em 17 de maio de 1930, um foguete, no qual Valle estava trabalhando em seu laboratório, em Berlim, explodiu, disparando um fragmento de metal em sua artéria pulmonar direita, matando-o.

3 - Otto Lilienthal (Pai do vôo planado)
 
Otto Lilienthal (Fonte: filhotedepombo)
 

Otto Lilienthal - (Pomerânia, 23 de maio de 1848 - 10 de agosto de 1896), conhecido como o "Pai do vôo planado", foi um pioneiro da história da aviação. Ele é creditado como o primeiro homem a manejar repetidas vezes um aparelho mais pesado que o ar na atmosfera.
Lilienthal realizou cerca de dois mil vôos planados entre 1891 e 1896, atingindo em alguns cerca de 350 metros de distância. Várias vezes, ele conseguiu subir mais alto que o seu ponto de partida e efetuar viragens. Seus ensaios tiveram lugar em Bremen, Steglitz, Lichterfelde, e depois em Rhinow. Também tentou criar uma máquina mais pesada do que o ar, usando um motor de ácido carbônico. Em 9 de agosto de 1896, durante um voo com seu planador mergulhou de uma altura de aproximadamente 20 metros e quebrou sua espinha dorsal. Ele morreu no dia seguinte. Suas últimas palavras foram:
Opfer müssen gebracht werden (Sacrifícios precisam ser feitos).
Lilienthal foi o primeiro homem que foi fotografado em voo: esta foi uma das bases da influência que ele exerceu sobre todos os pesquisadores do seu tempo e depois, porque ele assim inspirou aos hesitantes a confiança no futuro da aviação.
Seus projetos contribuíram para o desenvolvimento da asa delta.

4 - Harry Daghlian e Louis Slotin (Fosso do Demônio)
Harry Daghlian (Fonte: filhotedepombo)
 
Louis Slotin (Fonte: filhotedepombo)
 

Demon Core (Fosso do Demônio) ganhou esse "apelido" após matar dois cientistas.
O Demon Core foi criado para ser usado em pesquisas no Laboratório Nacional de Los Alamos. Ocorreram dois acidentes de criticidade:
 
O Fosso do Demônio (Fonte: filhotedepombo)
 


Em 21 de agosto de 1945, o núcleo foi cercado por tijolos refletores de nêutrons para experiências, esses tijolos refletiram os nêutrons e deixaram o núcleo crítico, o cientista Harry Daghlianretirou rapidamente os tijolos impedindo uma reação em cadeia, porém ele recebeu uma dose fatal de radiação e morreu 25 dias após o incidente.
 
(Fonte: filhotedepombo)
 


Em 21 de maio de 1946 o físico Louis Slotin e outros sete cientistas cercaram o núcleo novamente com os tijolos, para uma experiência visando saber até onde a massa poderia ser considerada sub critica, quando Slotin foi fazer um teste chamado de fazer cócegas na cauda do dragão, devido a sua periculosidade, que consistia em retirar o núcleo com uma chave de fenda, ele escorregou a chave de fenda fazendo o núcleo ficar supercrítico e liberar uma explosão de nêutrons e raios gama(que foram descritos como um flash azul por observadores) que atingiram Slotin, ele rapidamente fechou a duas metades dos refletores de nêutrons, salvando a vida dos outros cientistas, porém Slotin sofreu uma dose letal de radiação e morreu 9 dias depois do incidente.

5 - Jean-Francois de Rozier Pilatre (balão Rozier)
 
O balão de Jean-Francois de Rozier Pilatre (Fonte: filhotedepombo)
 

O francês Jean-Francois de Rozier Pilatre (1754-1785) foi um aviador excelente, com algumas realizações excepcionais. A primeira delas foi o fato de que, juntamente com o Marquês d'Arlandesom em 21 de novembro de 1783 fez o primeiro vôo tripulado em um balão de ar quente.  O segundo foi um fiasco, em 15 de junho de 1785 ele e seu companheiro, Pierre foram as vítimas de desastre aéreo ao tentar atravessar o Canal da Mancha em um balão.
O balão da categoria Montgolfier, não estaria apto para esta tarefa, pois exigía grandes quantidades de combustível para aquecer o ar, no interior do balão. Depois de várias tentaivas, só em 15 de Junho de 1785 é que Rosier, e o seu companheiro, Pierre Romain, decolaram de Boulogne-sur-Mer. O início do voo correu bem mas, ventos contrários empurraram o balão de novo para terra, a mais de 5km do ponto de partida. Subitamente, o balão perdeu ar e, embora não tenha se incendiado, caiu. Ambos os ocupantes morreram. Oito dias depois da tragédia, a noiva de Rosier suicidou-se. Uma lápide comemorativa do acidente foi erguida no local pouco tempo depois.
terça-feira, 3 de julho de 2012

Miyazaki Tsutomu - Serial killer Japones


 Hoje vim falar sobre um serial killer japonês que, segundo dizem, foi o "mestre" que inspirou muitos outros que vieram nos anos seguintes. Seu nome era Miyazaki Tsutomu. Ele nasceu em 1962 na província de Tokyo, numa família economicamente estável e muito conhecida na região. Seus pais eram bastante ocupados e por isso ele passava a maior parte do tempo com seu avô e um outro rapaz que havia sido contratado especialmente para cuidar dele. O motivo da proteção extra era bem simples: Tsutomu nasceu prematuramente, o que acarretou um problema em seu braço esquerdo. Ele não conseguia mover seu pulso e virar a palma da mão para cima. Em decorrência da mão deformada, ele era obrigado a mover todo o antebraço para conseguir virá-la. Por ser uma doença rara (na época havia cerca de apenas 150 casos no Japão) os médicos o desencorajaram a operar seu punho, pois as probabilidades de cura eram pouquíssimas, então seus pais decidiram submetê-lo a tal procedimento só depois de completar a maioridade. Até o ensino fundamental, tirava notas muito altas e era visto como um aluno exemplar pelos professores, mas entre os alunos era ridicularizado devido a deformidade e seu gosto por animais selvagens, chegando a ser chamado de "Kaijyuu Hakase" (algo como "Professor das Feras"). Era muito competitivo e quando perdia pra alguém, passava noites lendo livros táticos e bolando esquemas para uma revanche, conseguindo a vitória quase sempre depois. Seus colegas de classe o descreviam como uma pessoa fechada e sem grande importância na sala, por ser sempre quieto e pouco introsado.
Ele pretendia estudar e posteriormente lecionar inglês em uma universidade local mas teve seu pedido de admissão recusado devido as notas baixas que tirava no colegial.
Pouco antes de começar a cometer seus crimes, Tsutomu passou a colecionar fitas de vídeo em sua casa, embora raramente chegasse a assisti-las. Dentre elas, havia um como "Guinea Pig".


Os crimes

Tsutomu aparentava ser um empregado comum de uma gráfica, mas em suas horas vagas ele selecionava aleatoriamente suas vítimas, geralmente meninas, entre quatro e sete anos de idade. Fez quatro vítimas, todas nas regiões de Tokyo/Saitama:

22/08/1988 - Raptou uma garota de quatro anos e a matou estrangulada. No dia seguinte, quando seu corpo já enrijecia gradativamente, ele alugou uma câmera e se gravou enquanto tocava a menina. Em seu julgamento, ao ser indagado o motivo de ele não ter se contentado apenas com fotografias ao invés de gravar o ato, ele respondeu coisas sem grande sentido, tais como "em 3D era muito mais emocionante de se assistir" ou "senti saudades de minha infância de repente".

03/10/1988 - Sua vítima fora uma estudante de sete anos de idade. Mais uma vez ele sequestrou e matou com estrangulamento, mas enquanto tentava molestá-la, a garotinha reagiu minimamente, se movendo. Assustado por pensar que ela já estava morta, Tsutomu fugiu. Perguntado sobre o quê ele sentiu no momento, Tsutomu disse apenas que teve a sensação de que estava se arriscando de uma maneira incrível.

09/12/1988 - Raptou e matou outra menina de quatro anos. Seu corpo foi descartado em uma floresta assim como as duas primeiras crianças (provavelmente pelo mau cheiro, já que a garota havia defecado nas próprias vestes) e encontrado seis dias depois, sem roupas. No dia vinte do mesmo mês o criminoso viu o pai da vítima na televisão; ele dizia que mesmo morta, estava aliviado por ter encontrado o corpo da filha.

06/06/1989 - A quarta vítima, além de sequestrada e morta, teve um dedo decepado, frito em molho shoyu e devorado pelo assassino, que posteriormente bebeu seu sangue. Dias depois seu corpo foi encontrado em pedaços.

23/07/1989 - Chega a sequestrar uma garota e levá-la para um local isolado, despindo-a. Mas, no momento em que se prepara para filmá-la, acaba sendo impedido pelo pai da menina que o seguiu, sendo preso por assédio sexual.


Arrependimento?

Apesar de toda sua insanidade, Tsutomu tentou devolver os dois primeiros corpos para suas devidas famílias, mas não conseguiu encontrar o cadáver de sua segunda vítima. Este só fora encontrado onze meses após o crime, em uma floresta local.
Já a primeira menina teve seus restos mortais encontrados treze meses depois, mas antes disso fotos com pedaços de sua roupa e ossos carbonizados foram encontrados dentro de uma caixa de papelão deixada na varanda da família. Dentro, além das fotos, havia uma carta com um anagrama que teve várias interpretações, não se sabendo qual era a verdadeira. Outra carta com um anagrama foi enviada também para a casa da terceira vítima. Após ser decifrado, ele revelou a mensagem "Que pena que não possa ser ressuscitada".
Além disso, ele também praticava uma espécie de ritual de ressurreição macabro em seu apartamento, usando velas, roupas pretas e bonecas de palha simbolizando as vítimas, à cada assassinato que cometia.

As cartas

Tsutomu enviou para um dos jornais mais populares do país uma carta entitulada "O texto da voz criminosa" (que também chegou à casa da família da primeira vítima no dia seguinte), usando o nome fictício "Imano Yuuko" (nome de uma personagem de mangá). Na carta ele fala diretamente com a família, explicando como sequestrou a menina e o que pensava em cada momento que a vigiava. No dia 6 de março de 1989 a família anunciou que faria um enterro formal para a menina. Cinco dias depois mais uma carta entitulada como "O texto de confissão" fora enviada para o jornal e para os pais da vítima. Nela o assassino agradecia a família por "enterrar" a menina e citava outro crime, cometido em 1987, na província de Gunma. Não se sabe até hoje se há alguma real ligação entre Tsutomu e esse crime, pois existem tanto provas que o impossibilitariam de cometê-lo como semelhanças entre os assassinatos.


Mas, por quê?

Psicólogos concluíram que Tsutomu ficou "aprisionado" em sua infância por ter passado muito tempo só quando pequeno. De fato, ele não chega a ser taxado como pedófilo pois não chegou a violentar nenhuma de suas vítimas, embora tenha tocado cada uma intimamente. Diz-se também que seu comportamento condiz em muitas partes com a de uma criança, pois quando ficava irritado com algo, usava de violência, assim como uma criança faria, mas por ser um adulto e ter a força de um, isso acabava por matar suas vítimas, ao invés de apenas reprimi-las. Ainda, afirma-se que ele via uma espécie de referência de si mesmo em cada uma das meninas que assassinou, pois todas se encontravam sozinhas, numa imagem solitária no momento da abordagem.


A repercussão

Para os apreciadores de mangás os assassinatos caíram como uma bomba, pois todas as pessoas que tinham gostos ou hábitos parecidos com os de Tsutomu passaram a ser vistas como maníacos e pedófilos. Homens de meia-idade que morassem sozinhos eram descriminados e estereotipados, e de quebra todos os artistas que desenhavam as histórias em mangá também passaram a sofrer forte censura em suas obras. Nenhum carater sexual podia ser insinuado nelas. Até mesmo filmes de terror (que também eram adorados por Tsutomu) estavam sendo impedidos de serem exibidos na televisão. Diziam inclusive que seu último crime, cometido no dia seis de junho às seis horas da tarde, era por influência satânica.
Para a família do assassino foi ainda pior: embora seu pai tivesse se recusado a pagar um advogado (mesmo que tivesse condições financeiras pra isso), não houve nada que impedisse o enxame de cartas maldosas que chegavam dia após dia. Algumas continham ameaças, outras insultos graves, mas a grande maioria dizia que todos também deveriam morrer. Os irmãos de Tsutomu largaram seus empregos, a irmã desfez seu noivado e mudaram-se para outra cidade, mas algum tempo depois seu pai pulou de uma ponte, cometendo suicídio.


Concluindo: Miyazaki Tsutomu foi condenado à pena de morte e executado no dia 17 de junho de 2008. Entretanto, não houve um só momento em que ele tenha esboçado arrependimento. O assassino alegou, inclusive, que o medo e horror com que lutava contra enquanto assassinava as meninas já era mais do que suficiente para isentá-lo de remorso.

Curiosidade:
- foi descoberto bem depois de tudo que havia na verdade pouquíssimas fitas com desenhos animados nas coisas dele, mas a mídia quis fazer sensacionalismo dizendo que a culpa era dos mangás e dos animes... naquela época, apelidavam criminosos de 'Miyazaki Tsutomu' e os pais tinham mania de aterrorizar os filhos dizendo que se assistissem muito desenho e lessem muito mangá virariam um Tsutomu da vida, é como o Homem do Saco no Brasil.
domingo, 1 de julho de 2012

David Parker Ray - O Assassino da Caixa de Brinquedo





David Parker Ray, mais conhecido como "O Assassino da Caixa de Brinquedo" (The Toy Box Killer).

Apesar de ser considerado um serial killer, nenhum corpo de suas supostas vítimas foram encontrados. FBI estima que seu numero de vítimas foi em torno de 60 pessoas.

Nascido em Belen, Novo México, em 1939. Teve uma infância "típica" da grande maioria dos psicopatas: teve um pai abusivo, sofria bullying na escola por ser um garoto tímido. Na adolescência, usou drogas e álcool.

Em algum momento de sua vida, ele começou a sequestrar, torturar e provavelmente matar. Não se sabe precisamente quantas vítimas foram no total, pois ele possivelmente começou no inicio dos anos 50, quando ele ainda era um adolescente.

Seu apelido veio de seu trailer de tortura, o qual ele gastou aproximadamente 100 mil dólares, equipado com seus "amigos": chicotes, polias, correntes, serras... O principal alvo de Ray eram prostitutas. Algumas de suas vítimas eram liberadas após alguns dias. Segundo Hendy, as que morriam, eram desmembradas, queimadas e seus restos foram jogados no lago Elephant Butte.

Ray foi preso no dia 22 de Março de 1999, quando sua última vítima, Cynthia V., conseguiu escapar. Para escapar, Cynthia esperou até que Ray fosse trabalhar e, em seguida, conseguiu pegar as chaves de suas algemas que a cúmplice, e namorada de Ray, havia deixado em uma mesa próxima a ela. Cyntia se libertou das algemas mas foi percebida por Cindy que lutou para prendê-la novamente. Cindy quebrou uma lampada na cabeça de Cynthia mas Cytnhia conseguiu acertar Cindy com um picador de gelo no pescoço e fugiu.
Quando a policia chegou ao local, Cindy e Ray alegaram que sequestram Cynthia numa tentativa de ajudá-la a se livrar do vício em heroína. Ao olharem o trailer, além dos dispositivos de tortura e dos brinquedos sexuais, encontraram o distintivo falso que Ray utilizou quando sequestrou Cynthia e sinais da luta de Hendy conta Cynthia. Foram presos e acusados de 12 crimes diferentes, incluindo sequestro e estupro.

Durante as investigações, mais indícios de outras vítimas foram encontrados. Uma vítima antiga, conhecida como Angelica M., se apresentou a policia e disse que havia sido sequestrada por Ray um mês antes do sequestro de Cynthia V. Ela havia denunciado seu sequestro mas por algum motivo, a policia não prosseguiu com a investigação.
Dentre os pertences, além de fotos de uma vítima, foi encontrado uma carta de um cidadão chamado Mark, da Austrália, para Connie e Candy, que acredita-se ser uma vítima de Ray. FBI, junto a policia australiana, está a procura de Mark para conseguir mais informações sobre Connie, Ray e seus cúmplices.

O Julgamento de Ray começou no dia 28 de Março de 2000. Logo após a escolha do júri, Ray sofreu um ataque cardiaco e seu julgamento foi adiado. Cynthia V e uma outra vítima sobrevivente, Kelly G., testemunharam contra ele. Porém o juiz decidiu adiar o caso pois queria tentar julgar Ray de um crime cometido no Colorado em 1996, apesar das provas não serem muito fortes. Uma lista com as rotinas para manter prisioneiros foi descartada, junto com os dispositivos de torturas contidos na "Toy Box" pois não conseguiram provar que Ray tinha posse desses objetos em 1996. Em 7 de maio, durante o julgamento de Ray pelo assassinato em Colorado, Angelica M. teve uma overdose de drogas e faleceu. Assim, mais um testemunho foi perdido. Em 23 de Maio, após uma nova seleção de juri, o julgamento foi finalmente feito e Ray foi acusado de 12 crimes, incluindo, conspiração para sequestro, sequestro e estupro. Em Julho, o juiz declarou a nulidade do julgamento, pois o juri não conseguia entrar em um acordo sobre o veredicto.

Em Novembro, começou um novo julgamento. Poucos dias depois, o juiz que estava no caso, veio a falecer. O processo não poderia prosseguir até Abril do próximo ano. Desta vez, Ray não deu tanta sorte e foi considerado culpado por todas as 12 acusações. Em Junho começou seu segundo julgamento. Nesse, Ray fez um acordo e se declarou culpado. Com isso, sua filha e cúmplice Jesse Ray, conseguiu uma pena mais amena.
Ray foi condenado a 224 anos de prisão pelo sequestro e tortura de 3 mulheres, mas morreu 8 meses após ser condenado, tendo cumprido 2 anos e meio enquanto aguardava julgamento.

Com sua morte, não havia mais o que ser feito. Nenhum corpo foi encontrado, nenhuma morte foi ligada a ele oficialmente e mais nenhuma vítima se apresentou. Em Novembro de 2002, a Toy Box foi aberta ao pública, com a esperança de que mais vítimas se apresentassem.










Cúmplices conhecidos:
Cynthia "Cindy" Lee Hendy - namorada de Ray. Sentenciada a 36 anos de prisão por sequestro e tortura.
Glenda Jenn "Jesse" Ray - Filha de Ray. Setenciada a 5 anos de liberdade condicional por sequestro.
Dennis Roy Yancy - Setenciado a 2 sentenças de 15 anos cada por sequestro e assassinato em segundo grau.

Vítimas conhecidas:
1995 - Jill Troia
1999 - Cynthia V. e Angelica M.

sem datas especificas:
Kelly Garret
Marie Parker
Angie Montano
Billy Bowers (vítima alegada por Hendy. Foi morto, desmembrado e jogado no lago)

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Sobrenatural


                                     

A vida imita a arte
No século 19, o famoso escritor de histórias assutadoras, Edgar Allan Poe escreveu um livro chamado “A narrativa de Arthur Gordon Pym”.
O texto narrava a história de quatro sobreviventes de um naufrágio que estavam num barco à deriva por vários dias, até que no auge da fome e do desespero, resolvem matar e comer um jovem marinheiro chamado Richard Parker.
Alguns anos mais tarde, em 1884 o pequeno veleiro Migonette foi encontrado à deriva com apenas quatro sobreviventes, que estiveram no pequeno barco aberto durante muitos dias.
Após acabarem os suprimentos e deseperados os homens fizeram um pacto e decidiram comer um jovem marinheiro. Seu nome? Richard Parker.
Teria Edgar Allan Poe feito algum tipo de previsão do futuro sem querer?


                                     


Dois irmãos duas mortes, duas horas de diferença
Em 2002, dois jovens irmãos gêmeos de sete anos de idade foram mortos por poucas horas de diferença na mesma estrada da Finlândia. O primeiro dos jovens morreu quando foi atingido por um caminhão enquanto pedalava sua bicicleta, a 600 km ao norte da capital, Helsinki.
O menino morreu a apenas 1.5km do lugar onde seu irmão morreu, trágicamente da mesma forma. A policial Marja-Leena diz que nunca viu algo igual. Acidentes assim são relativamente possíveis, embora a estrada não seja tão movimentada, mas quando ela viu que eram dois irmãos gêmeos, idênticos, morrendo de modo também idêntico, no mesmo lugar, seus cabelos arrepiaram. (Fonte: BBC News)


                                         


Três tentativas de Suicídio. Impedidas pelo mesmo monge
Joseph Aigner era um bem conhecido pintor retratista austríaco do século XIX.
O problema é que Joseph acabou tendo uma vida infeliz, o que o levou a tentativa de cometer suicídio. Sete vezes.
Na primeira vez, ela era jovem com 18 anos e tentou se enforcar, mas foi impedido por uma súbita aparição de um monge Capuchinho.
Quando tinha 22 anos, ele tentou enforcar-se novamente, mas foi novamente salvo do ato pelo mesmo monge. Oito anos depois, Joseph foi sentenciado a morte por suas atividades políticas. MAis uma vez o monge o salvou, quando este interviu, apelando à justiça e assim conseguiu substituir sua pena de morte.
Quando tinha 68 anos, Joseph finalmente conseguiu seu intento, atirando contra a própria cabeça. A cerimônia de funeral de Joseph foi conduzida pelo mesmo monge, um homem a quem Aiger nunca soube o nome.
(Fonte: Ripley’s Giant Book of Believe It or Not!)

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Xô, uruca! Famosos procuram pai de santo em busca de prosperidade


Nicole Bahls (Foto: Divulgação)Nicole Bahls e Robério de Ogum (Foto: Divulgação)
Nem sempre a vida é um mar de rosas. E quando as dificuldades aumentam, cada um busca forças onde pode. Com os famosos não é diferente. De acordo com uma fonte do EGO, muitos artistas procuram o espiritualista Robério de Ogum para se consultar e pedir conselhos em momentos difíceis.
Procurado pelo EGO, o pai de santo confirmou que atende muitas celebridades e contou algumas histórias. Confira:

Priscila Fantin (Foto: Denise Ricardo / Divulgação)Priscila Fantin
Priscila Fantin:
"Nosso primeiro encontro aconteceu no aeroporto, no final de 2010, e eu quase caí da escada rolante porque senti que ela estava muito carregada. Fiquei transtornado pela influência ruim que estava em cima dela e comentei com sua empresária. Logo depois, ela me procurou para falar de seu relacionamento conturbado com o Renan Abreu, na época seu namorado. Expliquei a ela que isso era um carma na vida dela e que não adiantaria se separar dele, pois teriam um relacionamento complicado mesmo. Eles precisam viver isso. Já até recebi os dois juntos para uma consulta quando eu ficava hospedado no hotel Sheraton, no Rio. Logo depois, ela engravidou e eles não se separaram".
Sthefany Brito (Foto: Ag News)Sthefany Brito
Sthefany Brito:"Estive com a Sthefany algum tempo depois de ela voltar ao Brasil. Ela me falou que estava muito preocupada em retomar a carreira e que estava muito aflita e ansiosa por conta do processo judicial com o ex-marido. Disse a ela que tivesse calma pois o resultado final seria favorável. O Alexandre Pato é um carma dela e expliquei que ela sofria uma interferência muito forte do mundo material, com pessoas que rodeavam ele. Esse encontro deles tinha que acontecer. Disse ainda que futuramente eles poderiam reatar o casamento".
Paparazzo Fabiana BBB 12 (Foto: Marcos Serra Lima/Paparazzo)Fabiana
Ex-BBB Fabiana:
"O marido dela (o cantor sertanejo Roby) me procurou antes de ela entrar no BBB. Ele pediu que rezasse para que ela pudesse arrumar algo legal, que desse mais visibilidade. Ela é uma pessoa que tem um campo espiritual muito bom e conseguiu o que queria".

 
Carol Castro (Foto: Leotty Jr./Agnews)Carol Castro
Carol Castro:
"Quando conversei com a Carol, ela estava em um momento muito indeciso em relação à carreira. Queria ter mais respostas sobre seu campo profissional e pedi que ela tivesse calma, que tudo se resolveria. Pouco tempo depois, os caminhos dela se abriram e ela teve um grande destaque no também carnaval do Rio".
 
Simone Soares em festa no Rio (Foto: Isac Luz/ EGO)Simone Soares
Simone Soares:
"Me procurou no início de 2012 porque queria dar um salto em sua carreira, queria mais destaque como atriz. O marido dela (diretor Mário Meirelles) também foi consultado. Essa é uma família muito protegida espiritualmente e tem tudo para ter sucesso. Vi que ela conseguiu um papel de destaque em 'O Astro', como ela queria".
Simone Soares procurou o site EGO para dizer que não conhece o pai de santo Robério de Ogum. "Deve ter havido algum engano. Não conheço essa pessoa e nunca me consultei com ele. Respeito todas as religiões, mas frequento o Lar de Frei Luis há dois anos. Acredito, sim, que exista muita coisa ruim, inveja, olho gordo, mas posso garantir que não conheço essa pessoa. Não achei isso bacana"
 
Nicole Bahls (Foto: Alex Dantas / Diferente Agência de Imagens)Nicole Bahls
Nicole Bahls:
"Nicole me procurou em setembro de 2011. Ela estava muito angustiada. Havia sido espiritualmente bombardeada e eu identifiquei o problema. Conversei sobre isso com ela e comecei a trabalhar em cima disso. Foi feito um 'trabalho do mal' para desandar a vida dela por uma pessoa de dentro da emissora em que ela trabalhava e o importante naquele momento era deixá-la bem"
Vanderlei Luxemburgo (Foto: Jeferson Ribeiro/AgNews)Vanderlei Luxemburgo
Vanderley Luxemburgo:
"Trabalhamos juntos de 1988 a 1998. Depois voltei a trabalhar com ele em 2011, quando ele foi para o Flamengo. Sempre trabalhei a parte espiritual dele, em busca de prosperidade no futebol e conquista de grandes títulos".

 
Ana Moser (Foto: Twitter/Reprodução)Ana Moser
Ana Moser:
"Ela me procurou no início de 1996, depois que teve uma contusão muito séria no joelho, e vivia um momento de muita insegurança. Ela chegou a fazer uma cirurgia espiritual, que não foi comigo, mas estava muito fraca no que se refere ao campo magnético. Fizemos uma trabalho baseado em muita reza e logo depois ela se recuperou e pôde jogar nas olimpíadas de Atlanta".

terça-feira, 26 de junho de 2012

A bala que encontrou sua vítima 20 anos depois de disparada


                           
Henry Ziegland acabou tendo um destino tão cruel quanto incomum. O ano era 1883 e Henry acabara de despedaçar o coração de sua namorada, a quem Ziegland, então um galanteador jovem, havia prometido casamento em troca de certos favores sexuais que naquele tempo, não eram dignos de uma jovem honrada donzela vitoriana.
Desesperada, por perder seu amor e sentindo-se iludida e usada, a jovem cometeu o suicídio.
Em uma crise de ódio pela perda da irmã, o irmão da moça, resolveu lavar a honra da família e da menina. Ele procurou Ziegland e o atacou, atirando nele em seguida.
O irmão, acreditando ter assassinado o ex-cunhado desesperou-se ao imaginar que a pena para assassinato naquele tempo era a forca, além da desonra completa da família. Em uma atitude ainda mais impensada, ele virou a arma contra a própria boca e puxou o gatilho. Um estrondo se seguiu e tudo escureceu.
O silêncio pairou na pequena mata aos fundos da casa da família de Ziegland. Dois corpos jaziam no chão. Foi quando um deles subitamente se moveu. Era Ziegland. A bala por um milagre havia transpassado sua bochecha e encravado numa árvore.
Ao perceber o que havia acontecido, Ziegland sentiu-se um felizardo.
Após o triste episódio com a família da moça tendo que efetuar dois enterros com suicídios na família, Ziegland começou a sentir-se mal por ter causado tamanha desgraça. Sempre que ele passava pela árvore, via o buraco da bala e sofria, relembrando suas falsas promessas para a moça e sua luta com o jovem e intempestuoso rapaz, que no fundo, só queria saber a razão daquilo.
A árvore era enorme, e por mais que ele a evitasse, ela sempre estava lá, aos fundos da casa, a importunar-lhe as memórias.
Muitos anos passaram-se e Ziegland resolveu terminar com aquilo. Ele resolveu cortar fora a árvore. Só que seu tronco era tão grande, que a tarefa lhe pareceu impossível.
Foi quando uma idéia brilhante ocorreu. Ele comprou algumas bananas de dinamite e resolveu mandar a árvore pelos ares. Contratou então dois rapazes especializados em demolição com dinamite.
Ziegland só queria se livrar daquele sofrimento psicológico e então optou por acompanhar de perto a demolição da árvore e suas lembranças ruins.
Os rapazes instalaram a dinamite ao longo de uma volta do tronco da pesada árvore. Desenrolaram o pavio e ficaram a uma distância segura.
Ziegland deu uma última olhada para a enorme árvore e a sua mente voltou ao dia em que tentaram matá-lo sem sucesso sob ela.
Tentando livrar-se das memórias ruins, ele então fez um gesto de positivo para os rapazes, que acionaram o detonador. Assim que o detonador tocou a base de metal, uma explosão seca aconteceu e fumaça surgiu ao redor da árvore.
A enorme árvore tombou.
Ziegland também tombou com um buraco na testa.
Ao explodir a árvore, o projétil, que 20 anos antes havia atravessado a bochecha dele se alojando no tronco foi novamente disparado. Desta vez atingindo em cheio seu destino, embora com alguns anos de atraso.
(Fonte: Ripley’s Believe It or Not!)

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Maldição dos Braganças


                                                               
                                        
A Maldição dos Braganças é citada em diversas crônicas a respeito das antigas famílias reinantes do Império do Brasil (1822-1889) e do reino de Portugal (1139-1910) e portanto, também do império ultramarino português.

A "maldição"  iniciou-se no reinado de Dom João IV, no século XVII, quando o monarca teria agredido um frade franciscano aos pontapés após este ter-lhe implorado por esmola. O frade, em resposta, rogou uma praga ao rei, dizendo que jamais um primogênito varão dos Braganças viveria o bastante para chegar ao trono.

De fato, a partir de então, todos os primogênitos varões daquela dinastia morreram antes de reinar.

Um século após a maldição, Dom João VI e Dona Carlota Joaquina de Bourbon, rei e rainha de Portugal, tentaram revertê-la, fazendo visitas anuais aos mosteiros franciscanos de Lisboa e Rio de Janeiro, sem resultados, no entanto. Coincidentemente, com raras exceções, os primogênitos dos ramos reais dos Braganças apenas deixaram de morrer quando a família perdeu a soberania tanto em Portugal quanto no Brasil.

Supostas vítimas:

Em Portugal

- Dom Teodósio (1634–1653) – primogênito do próprio Dom João IV, morto aos dezenove anos de idade, deixou a sucessão da coroa a seu irmão Dom Afonso VI, o qual, morrendo sem descendentes directos, transmitiu a coroa a seu irmão Dom Pedro II de Portugal;
- Dom João (1688) – primeiro príncipe deste nome, primogênito de Dom Pedro II de Portugal, abriu caminho ao trono para o segundo João, que reinou como Dom João V;
- Dom Pedro (1712–1714) – primeiro varão de Dom João V, irmão mais velho do rei Dom José I. Este teve apenas filhas, da qual Dona Maria I, a primogênita, assume o trono;
- Dom José (1761–1788) – primogênito de Dona Maria I e do rei Dom Pedro III, dando lugar, após sua morte, ao futuro rei Dom João VI;
- Dom António Pio (1795–1801) – primogênito de Dom João VI, morreu aos seis anos de idade, abrindo caminho para o futuro Dom Pedro I;
- Dom Miguel (1820) – primogênito de Dom Pedro I, abrindo caminho para a ascensão de D. Maria II ao trono português e de Dom Pedro II ao trono brasileiro;
- Dom Luís Filipe (1887-1908) – primogênito de Dom Carlos I, assassinado juntamente com seu pai, em 1 de fevereiro de 1908. O crime precipitou a queda da monarquia portuguesa, em 5 de outubro de 1910.

No Brasil
A praga continuou a agir até mesmo após a separação dos tronos do Brasil e de Portugal (1822):
- Dom Afonso Pedro (1845–1847) – primogênito de Dom Pedro II, morreu em 1845 com menos de dois anos de idade, fazendo herdeira sua irmã Dona Isabel. Muitos apontam a falta de um herdeiro masculino como uma das causas pela queda da monarquia no Brasil, pelo que a ascensão de um aristocrata estrangeiro, ainda que consorte da futura imperatriz, acirrava ânimos nacionalistas.

                                                

Curiosidades:

Graças à origem da maldição, todos os primogênitos que morreram ao longo do período da monarquia brasileira foram enterrados no Convento de Santo Antônio, de frades franciscanos, como se estivessem sendo dados como penhor de arrependimento pela agressão de seu antepassado.
Os frutos de alguns relacionamentos extraconjungais de D. Pedro I acompanharam a coincidência. Foi o caso de seu primeiro filho com a marquesa de Santos, natimorto, e de Pedro, seu primogênito com Noémi Thierry, morto antes de completar um ano. Ainda, com a uruguaia María del Carmen García teve uma criança natimorta.
Apesar da maldição dizer respeito aos primogênitos varões, algumas varoas também foram "vítimas" dessa infeliz coincidência. Foi o caso de Dona Luísa Vitória, primogênita de Dona Isabel, princesa imperial do Brasil, natimorta em 1874. Pode-se considerar o mesmo de D. Maria Amélia, primogênita de D. Pedro com sua segunda esposa, D. Amélia. A princesa brasileira morreu aos 21 anos, de tuberculose, quando já era noiva do futuro Maximiliano do México.

Dom Pedro V, primogênito de Dona Maria II, foi uma das exceções à maldição durante a monarquia em Portugal, sagrando-se rei aos dezesseis anos, em 1853. Contudo, morreu alguns anos depois, em 1861, aos vinte e quatro anos, de febre tifoide. Passa a coroa para seu irmão Dom Luís I.
Dom Carlos I, primogênito de Dom Luís I, foi também outra exceção à maldição durante a monarquia em Portugal, tendo todavia sido assassinado juntamente ao seu primogênito, Dom Luís Filipe, em 1908, aos quarenta e cinco anos.
Dom Pedro Augusto, príncipe de Saxe-Coburgo-Gota, primogênito da infanta Dona Leopoldina, princesa do Brasil, foi pretendente ao trono brasileiro até 1891, quando finalmente a princesa imperial, Dona Isabel, deu à luz um filho. Apesar de ter sido uma exceção à maldição durante a monarquia, o "príncipe maldito" acabou por desenvolver doença mental de fundo psicótico, tentou o suicídio e acabou por morrer, solteiro, em um sanatório de Viena em 1934, aos sessenta e oito anos.

Pós-monarquia:

Ainda em relação a Dona Isabel, seu varão primogênito, Dom Pedro de Alcântara, não chegou a morrer prematuramente, mas renunciou a seus direitos dinásticos. Seu irmãoDom Luís Maria Filipe foi nomeado príncipe imperial do Brasil, mas não pôde ascender à condição de imperador de jure, pois morrera pouco tempo depois devido a um grave reumatismo ósseo contraído durante sua participação em trincheiras, na Primeira Guerra Mundial. Assim, o título de chefe da casa imperial do Brasil passou ao primogênito deste, Dom Pedro Henrique, após a morte de Dona Isabel.
Com relação aos descendentes de Dom Miguel II, foi seu terceiro filho varão, primeiro do segundo casamento, Dom Duarte I, quem assumiu a chefia desse ramo dinástico, tendo seus irmãos mais velhos renunciado a seus direitos sucessórios. Curiosamente, nota-se que a descendência deste ramo dos Braganças, herdeira de Dom Miguel I, segundo filho varão de Dom João VI, é tida por muitos, atualmente, como a pretendente legítima ao trono de Portugal. Para estes, a descendência do filho varão mais velho de Dom João VI, os herdeiros de Dom Pedro IV, está extinta.
Dom Pedro Luís, filho primogênito de Dom Antônio e quarto na linha de sucessão ao trono brasileiro, desapareceu no Oceano Atlântico devido ao acidente do Voo Air France 447, em 31 de maio de 2009.

domingo, 24 de junho de 2012

Padre nega Eucaristia à criança autista no RS


A decisão de um padre de Bom Princípio, no Rio Grande do Sul causou revolta entre os moradores do município de 11,8 mil habitantes no último domingo (17). O pároco negou a primeira comunhão a um adolescente autista de 13 anos, que receberia a eucaristia juntamente com outras 34 crianças na Paróquia Nossa Senhora da Purificação. A família está inconformada com a atitude do sacerdote, que afirma não ter sido movido pelo preconceito. De acordo com a mãe, Maria Silvani Maldaner, de 41 anos, o menino já estava na fila que se formava no interior da igreja quando o pároco disse que não iria deixar o garoto participar do ritual.
"O padre passou reto por mim e disse que meu filho não faria a primeira comunhão. Mas o guri já estava treinado, ele queria muito isso. Tu sabes o que é ter de segurar a mão de uma criança que ia receber Jesus e não vai por causa de um pároco?", lamenta a Silvani. O garoto, batizado pela Igreja Católica, participou das aulas de catequese junto com outras crianças na paróquia. A festa para o menino já estava preparada, e cerca de 90 pessoas haviam sido convidadas.
O padre Pedro José Ritter se defende e diz que a Igreja dispensa necessidade do rito da eucaristia em casos como esse. Ele chegou a ensaiar normalmente com o menino uma semana antes da cerimônia, que teria se negado a receber a hóstia. O sacerdote afirma que o adolescente não estava preparado para entender o sentido da comunhão. "Não posso abrir a boca dele com força e largar um pedacinho da hóstia lá dentro. Tem de ser um ato livre e espontâneo", sustenta.
A mãe, muito religiosa, treinou o filho durante quatro meses para a ocasião devido ao grau elevado de autismo sofrido por ele. Mesmo assim não conseguiu fazer o menino aceitar a hóstia durante o ensaio. A atitude do sacerdote, no entanto, segue sendo criticada pela população e gerou um debate nas redes sociais. A situação envolvendo o padre e o garoto autista será analisada pelo bispo da diocese de Montenegro, Dom Paulo de Conto.

Padre alega que menino não está preparado para assimilar o sentido do ritual (Foto: Alexandre dos Santos/RBS TV)
Padre alega que menino não está preparado para assimilar o sentido do ritual (Foto: Alexandre dos Santos/RBS TV)
Mãe e pai ficaram revoltados com atitude tomada pelo padre (Foto: Alexandre dos Santos/RBS TV)
Mãe e pai ficaram revoltados com atitude tomada pelo padre