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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Veja o vídeo de Cid Moreira e o pesquisador de parapsicologia Clóvis Nunes no Museu das Almas do Purgatório

Este museu mantido pela igreja católica reúne um material muito interessante, como livros, quadros e panos queimados por pessoas que estariam no purgatório.





Parte Um             
 


Parte Dois


Museu das Almas do Purgatório foi criado pela Igreja no começo do século passado pelo padre Victory Juet, que pertencia à Ordem do Sagrado Coração de Jesus, fundada em 1854 pelo padre Chevalier, com a finalidade de proferir missa e orações em sufrágio das almas em sofrimento.
Em 15 de novembro de 1897, quando se havia adornado o altar para uma festa, em comemoração às conquistas para construção do grande santuário, que é hoje a igreja, aconteceu um incêndio misterioso. Victory Juet e os fiéis deduziram que seriam almas do purgatório pedindo preces para aliviar seus sofrimentos no Além, uma vez que a igreja estava sendo construída para isso, além de uma demonstração real de que a Igreja seria necessária. A partir daí, o padre, impressionado, comunicou ao papa e às autoridades eclesiásticas, empreendeu muitas viagens pelos países europeus, buscando testemunhos, provas e sempre investigando para inserir outras comunicações semelhantes.
Depois de algum tempo e de uma grande quantidade de material selecionado ele fundou o primeiro Museu Cristão de Além Túmulo, com autorização do papa, para legitimar todas as peças que de acordo com suas crenças registram aparições de comunicação espírita entre padres e freiras. “Hoje o museu tem a quantidade de peças resumidas, mas é o registro dessas aparições durante muitos anos em diversas igrejas e diversas partes do mundo”, destaca Clóvis.
Segundo ele, a igreja admite, através do museu, a comunicação entre os vivos e os mortos. “Ali está uma testemunha autêntica da imortalidade, da comunicabilidade com os espíritos, muito embora 90% ou mais dos padres desconheçam este museu, pois foi instituído por uma Ordem e somente os padres que estão ligados a ela, o Sagrado Coração de Jesus, sabe da sua existência. Mas se o papa Pio X autorizou sua criação e se o fenômeno aconteceu ali é porque desde aquela época a Igreja admite a comunicação com os mortos. Não explicitamente para o público, mas entre as autoridades eclesiásticas, acreditamos que isso é um fato de algum tempo. Portanto, mais de 100 anos que estas peças registram silenciosamente fatos incontestáveis (para eles católicos) de que os espíritos se comunicam dentro do seio da Igreja Católica”, analisa.
O TEOR DAS MENSAGENS
De acordo com o parapsicólogo, algumas das comunicações destes padres eram o mal uso, por exemplo, das ofertas da missa e depois com a consciência culpada vinham dizer onde estava este dinheiro guardado. Outras foram de freiras que vinham dizer às irmãs que a vida continuava depois da morte. Também uma grande parte de casos de espíritos em sofrimento que voltavam pedindo para celebrar missa para alívio das dores e das perturbações da alma.
Como a Igreja Católica tem a leitura do Além em três níveis de realidades, explica Clóvis: os bons vão para o Céu; os maus vão para o Inferno e os que não são totalmente nem bons nem totalmente maus ficam temporariamente no Purgatório, como a maioria das comunicações vieram solicitando preces, a Igreja atribuiu este nome de Museu das Almas do Purgatório, após a morte do padre Victory Juet, porque o nome original era Museu Cristão de Além Túmulo.
PAPA LEGITIMA DIÁLOGO ENTRE MORTOS E VIVOS
Clóvis Nunes afirma que muitos testemunhos, por parte das autoridades eclesiásticas, admitem a possibilidade de comunicação dos espíritos. O depoimento mais marcante é do próprio Papa João Paulo II, que disse uma frase muito expressiva proferida Dia de Finados, 2 de novembro de 1983, num dos seus pronunciamentos públicos em Roma, na Praça de São Pedro: “O diálogo com os mortos não deve ser interrompido porque, na realidade, a vida não está limitada pelos horizontes do mundo”.
Notem que, ao final do programa, a Repórter Ilze Scamparini faz duas perguntas ao Padre Gino Concetti. Vejamos agora a entrevista dele, publicada no Jornal Ansa, onde Concetti sustenta que, para a Igreja Católica, os contatos com o “mais além” são possíveis, e aquele que dialoga com o mundo dos mortos não comete pecadose o faz sob inspiração da fé:
Concetti - Segundo o catecismo moderno, Deus permite aos nossos caros defuntos, que vivem na dimensão ultraterrestre, enviar mensagens para nos guiar em certos momentos de nossa vida. Após as novas descobertas no domínio da psicologia sobre o paranormal, a Igreja decidiu não mais proibir as experiências do diálogo com os trespassados, na condição de que elas sejam levadas com uma finalidade séria, religiosa, científica.
P – Segundo a doutrina católica, como se produzem os contatos?
Concetti - As mensagens podem chegar-nos não através das palavras e dos sons, quer dizer, pelos meios normais dos seres humanos, mas através de sinais diversos; por exemplo, pelos sonhos, que às vezes são premonitórios, ou através de impulsos espirituais que penetram em nosso espírito. Impulsos que se podem transformar em visões e em conceitos.»
P – Todos podem ter essas percepções?
Concetti - Aqueles que captam mais frequentemente esses fenômenos são as pessoas sensitivas, isto é, pessoas que têm uma sensibilidade superior em relação a esses sinais ultraterrestres. Eu refiro-me aos clarividentes e aos médiuns. Mas as pessoas normais podem ter algumas percepções extraordinárias, um sinal estranho, uma iluminação repentina. Ao contrário das pessoas sensitivas, podem raramente conseguir interpretar o que se passa com elas no seu foro íntimo.
P – Para interpretar esses fenômenos a Igreja permite-lhes recorrer aos chamados sensitivos e aos médiuns?
Concetti - Sim, a Igreja permite recorrer a essas pessoas particulares, mas com uma grande prudência e em certas condições. Os sensitivos aos quais se pode pedir assistência devem ser pessoas que levam as suas experiências, mesmo aquelas com técnicas modernas, inspiradas na fé. Se essas últimas forem padres é ainda melhor. A Igreja interdita todos os contatos dos fiéis com aqueles que se comunicam com o “Mais Além” praticando a idolatria, a evocação dos mortos, a necromancia, a superstição e o esoterismo; todas as práticas ocultas que incitem à negação de Deus e dos sacramentos.
P – Com que motivações um fiel pode encetar um diálogo com os trespassados?
Concetti - É necessário não se aproximar muito do diálogo com os defuntos, a não ser nas situações de grande necessidade. Alguém que perdeu em circunstâncias trágicas, seu pai ou sua mãe, ou então seu filho, ou ainda seu marido e não se resigna com a idéia do seu desaparecimento, ter um contato com a alma do caro defunto pode aliviar-lhe o espírito perturbado por esse drama. Pode-se igualmente endereçar aos defuntos se se tem necessidade de resolver um grave problema de vida. Nossos antepassados, em geral, ajudam-nos e nunca nos enviarão mensagens nem contra nós mesmos nem contra Deus.
P – Que atitudes convém evitar durante contatos mediúnicos?
Concetti - Não se pode brincar com as almas dos trespassados. Não se pode evocá-las por motivos fúteis, para obter por exemplo um número da loteria. Convém também ter um grande discernimento a respeito dos sinais do “Mais Além” e não muito enfatizá-los. Arriscar-se-ia a cair na mais suspeita e excessiva credulidade. Antes do mais não se pode abordar o fenômeno da mediunidade sem a força da fé.
Como podemos notar na entrevista acima, o catolicismo está andando de mãos dadas com o espiritismo.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Carma, destino ou maldição? - Terror na casa de Amityville


 Amityville
Em Junho de 1965, o Sr. Ronald DeFeo adquiriu a casa nº 112 na rua Ocean Avenue. Era uma casa linda, com uma arquitectura ao estilo Holandês, bastante espaçosa e com uma casa de barcos, um anexo com ligação ao rio.

Amityville
Aspecto da casa de Amityville quando foi adquirida pelos DeFeo

Parecia o Sonho Americano: uma casa de sonho, família feliz e muito dinheiro para gastar.
Os DeFeo até colocaram uma tableta em frente á sua casa onde se podia ler ”Grandes Esperanças”, como que um símbolo da fortuna da família.
 Amityville
O letreiro na casa de Amityville

Mas havia um lado negro escondido na família, o filho mais velho do casal, Ronald "Butch" Júnior, consumia drogas e praticava pequenos roubos, o que levava a frequentes e violentas discussões com o seu pai.

Amityville


 Ronald "Butch" Júnior e o seu pai Ronald DeFeo

No dia 13 de Novembro de 1974 enquanto toda a família dormia nos seus quartos, Ronald "Butch" Júnior estava a ver televisão no segundo piso, quando se levantou e pegou na sua carabina (uma Marlin Rifle .35).

Dirigiu-se primeiro ao quarto de seus pais e disparou dois tiros contra o seu pai Ronald DeFeo e seguidamente disparou mais dois tiros contra a sua mãe Louise.

Corpos de Louise e Ronald DeFeo, os pais de "Butch"

De seguida matou os seus dois irmãos John e Marc e posteriormente também as suas duas irmãs Dawn e Allison.

Amityville
Corpo de John DeFeo de 9 anos

 
Amityville
 Corpo de Marc DeFeo de 12 anos e a cadeira de rodas que usava temporáriamente devido a uma lesão recente causada ao jogar futebol.
Infelizmente a fotografia ficou sobreposta com uma outra tirada a um dos decectives da policia.


Amityville
Corpo de Dawn DeFeo de 18 anos


Amityville
Corpo de Allison DeFeo de 13 anos



Amityville
 Sangue de Marc DeFeo na cama onde foi encontrado morto



Amityville
 Sangue de John DeFeo na cama onde foi encontrado morto


Amityville 


Amityville
Um dos corpos a ser retirado da casa


Amityville 


Amityville 


Amityville
O local do crime é seguro pela polícia enquanto decorrem as investigações


Ronald "Butch" Jr fugiu depois de cometer os crimes, desfazendo-se das caixas das balas e da bolsa almofadada da carabina numa sarjeta de outra rua nos arredores. Ele, tentando descartar qualquer culpa pelos assassinatos, dirigiu-se para um bar na área para pedir ajuda dizendo aos seus amigos lá presentes  que talvez os seu pais tivessem mortos. Ele acompanhado dos amigos voltaram à casa de onde um deles efectuou um telefonema para a polícia a relatar o sucedido.
Amityville
Sarjeta onde foram encontradas provas do crime


Amityville
As provas do crime que foram retiradas da sarjeta onde foram encontradas

 
Quando a polícia chegou ao local do crime, foram encontrados 6 corpos, todos nas suas camas e todos na mesma posição: de barriga para baixo.
Amityville
Planta da casa indicando o posicionamento e localização dos corpos

Ao início "Butch" tentou culpar a máfia pelos crimes cometidos contra a sua família, mas os detectives da policia começaram a desconfiar quando encontraram num dos quartos a caixa vazia de uma arma igual à do crime.
Amityville
A caixa da arma do crime foi encontrada vazia no quarto de "Butch"

Mais tarde em julgamento, "Butch" viria a confessar os crimes: "Começou tudo muito rápido. Assim que comecei, não consegui parar. Foi tudo muito rápido".

Amityville
Ronald "Butch" Júnior, alegadamente o autor dos 6 crimes é levado a julgamento


Amityville
Ronald "Butch" Júnior é acompanhado pela polícia

 Quando lhe perguntaram porque cometeu ele tamanha atrocidade ele adiantou: "Eu não matei a minha família, eles iam matar-me. O que eu fiz foi em auto-defesa e não há nada de errado com isso. Quando tenho uma arma na mão, não há duvida nenhuma sobre quem eu sou. Eu sou Deus".

 Amityville 
 Funeral dos DeFeo



Amityville
 Campa dos DeFeo



Depois do trágico acontecimento, em Dezembro de 1975, George e Kathleen Lutz e os seus 3 filhos mudam-se para o número 112 da Ocean Avenue. Eles foram avisados dos crimes que ali ocorreram, no entanto não se sentiram incomodados.
Apenas chamaram um padre da igreja católica para benzer a casa. No decorrer da benção, num dos quartos o padre ouviu uma voz dizendo-lhe "vai-te embora", mas para não amedrontar a família, não lhes contou esse acontecimento macabro, no entanto disse-lhes para não usarem aquele quarto pois tinha sentido algo de estranho lá.
Amityville
George e Kathleen Lutz mudaram-se para a casa de Amityville depois dos trágicos assasinatos

No entanto coisas estranhas começam a ocorrer e eles abandonam a casa apenas 28 dias depois de se terem mudado, deixando tudo para trás. 

Amityville
Vista aérea da casa de Amityville

Mais tarde, uma equipa de investigadores foi à casa para tentarem descobrir mais qualquer coisa de sobrenatural.
De entre muitas fotografias, uma delas captou uma criança espreitando de um dos quartos. Na altura a criança não foi vista por ninguém e não havia crianças juntamente com o grupo. Seria aquele o fantasma de um dos rapazes DeFeo?


Amityville 

Amityville
Não havia nenhuma criança presente no decorrer da investigação mas esta fotografia vem mostrar algo sobrenatural

Embora "Butch" tenha sido condenado a 6 penas consecutivas de 25 anos de prisão acusado de 6 crimes em segundo grau, muitas questões se mantêm sobre o que realmente aconteceu naquela noite
Amityville
"Butch" é condenado a 6 penas consecutivas de 25 anos de prisão


Porque não fugiram as crianças quando ouviram os primeiros tiros? Porque motivo foram todas as vítimas encontradas na mesma posição? Ter-lhes-ão ordenado que ficassem de barriga para baixo? Os peritos puseram de parte a teoria de que eles teriam sido assassinados noutro local e depois colocados naquela posição. Porque razão não ouviram os vizinhos os tiros?

O barulho de uma carabina daquelas é bastante alto e pode ser ouvido a mais de um Kilómetro e meio de distancia, no entanto a única coisa que um dos vizinhos afirma ter ouvido naquela noite foi o cão da família a ladrar.
Ficou ainda provado que não foi utilizado qualquer tipo de silenciador na carabina de modo a abafar o ruído. As autópsias revelaram ainda que as vítimas não estavam sobre o efeito de qualquer tipo de drogas ou substancia que favorecesse os assassínios.
 
Actualmente "Bucth" continua a cumprir pena na prisão de Green Haven em Nova York e sempre lhe foi negada a saída em liberdade condicional. Ainda assim, mesmo quando questionado, ele continua a alterar a sua história dos factos ao longo dos anos, deixando assim um mistério no ar.

Uma outra versão dos factos é que a sua irmã Dawn estaria envolvida no crime.
Nesta versão, "Butch" e Down teriam combinado matar seus pais, mas para que não houvesse testemunhas  ela acabou por matar tambem as crianças e que "Butch" ao aperceber-se disso, deu-lhe uma pancada na cabeça e matou-a posteriormente com um tiro de carabina.

Nos relatórios da investigação polícial, ficou anotado que Dawn tinha vestígios de polvora na sua roupa, o que indica que ela disparou uma arma naquela noite. Como nota adicional, consta ainda que "Butch" e Dawn praticavam incesto.

Provavelmente nunca saberemos toda a verdade sobre o que se passou naquela casa na noite de 13 de Dezembro de 1974... 

A casa foi entretanto modificada, uma das modificações mais evidentes foi o formato das janelas do piso superior. O número da porta foi também alterado.
Amityville 
A casa foi posteriormente modificada e o número da porta mudado para desencorajar os turistas de procura-la.


Amityville
É frequente os vizinhos dizerem que a casa de Amitiville foi demolida, mas isso não é verdade.

Tudo isto para desencorajar as pessoas que vêm de toda a parte para ver a casa e tentar a sua sorte na descoberta de fantasmas ou demónios.
Depois dos Lutz abandonarem a casa, mais famílias viveram na casa, mas não foram registados mais casos de actividade sobrenatural idênticos aos anteriores.

 LOCALIZAÇÃO

Casa de Amityville
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Mapa
Satélite
Híbrido
Terreno
Earth
Localização da casa de Amittyville No Google Maps

VÍDEOS





FOTOGRAFIAS
Amityville
 Allison e Dawn

Amityville


Marc e John


Em cima: John, Allison, Marc  Em baixo: Dawn, Ronald "Butch" Jr.


Amityville
Ronald "Butch" Júnior na actualidade


Amityville
Ronald "Butch" Júnior cumpre pena na prisão de Nova York